Soul Sócrates
A inconfidência das palavras. Não falam. Não gemem. Tateam sobre o sentimento.
Não dizem. Se quer calam.
Porém, corroem o tempo. As únicas que o contém em si.
Por elas ele não passa. Fica. Como quem inicia uma despedida, mas desiste. Venha. Vamos. Fique.
E ele obedece, não resiste.
Os lençois. Os travesseiros.
Todos lhe querem. Todos lhe cobrem.
E ela - abusada palavra - recolhe as flores, as frases. Todas por ela - que não tem voz e nem lugar.
Se perdem. Invisíveis, coitadas. Admiradas e usadas por poetas. Pobres meretrizes.
Possuem as horas, esticam o tempo. Mas delas sobram apenas os suspiros de quem não disse, mas escreveu.
Publicado na rede de computadores no dia 26 de março de 2008, às 16:39
sexta-feira, 3 de julho de 2009
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